Produtos químicos podem trazer problemas para quem deseja cabelos alisados

Produtos químicos podem trazer problemas para quem deseja cabelos alisados

O   cabelo   garante   papel   importante   sob   a   autoestima   humana.   Dentre   as características físicas, é a que menos precisa de grandes esforços para ser modificada. Sua estrutura pode ser redefinida a fim de criar visuais diferentes com coloração, cortes, shampoos, cremes e alisamentos. Além disso, apesar de não oferecer funções vitais, os cabelos possuem uma importância significativa, o que pode ser garantido de acordo com a enorme procura de tratamentos capilares no mundo. E aí que está o problema…

Em artigo publicado pelo Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), a especialista em cosmetologia avançada e farmacologia Dra. Jackeline Alecrim e Kênia Bicalho Vital lembraram que “os alisamentos acabam modificando a estrutura do fio, e isso causa danificações na cutícula ou em toda sua fibra atingindo o córtex levando a uma mudança de suas propriedades químicas e físicas”, detalha a cientista. No estudo, Dra. Jackeline discute os danos capilares decorrentes da utilização de processos químicos de alisamento apontando as estruturas capilares de maneira geral.

 Dra. Jackeline Alecrim

Para isso, ela revelou quais os tipos de substâncias químicas utilizada nos processos de alisamento e os principais danos que os produtos alisantes podem causar aos cabelos. “Devido à miscigenação, o Brasil exibe grande variedade em tipos de cabelo. Assim, a procura e utilização de produtos alisantes para mudança de sua forma é cada vez maior. É de utilização permitida no país entre outros, alisantes que tem como base hidróxidos e Tioglicolato de amônia. O formol acaba sendo empregado de maneira clandestina, uma vez que, não é permitido seu emprego por expor a quem o utiliza a riscos graves à saúde e ser extremamente tóxico”.

Do ponto de vista químico, Dra. Jackeline lembra que o processo de alisamento nada mais é do que a quebra temporária ou permanente das ligações químicas de queratina.  “Os tipos de ligações podem ser classificados em: fortes ‘pontes dissulfeto’ e ligações fracas ‘pontes de hidrogênio’. Essas últimas são quebradas facilmente no ato de molhar os cabelos. Alisamentos temporários utilizam-se de técnicas físico-químicas, para moldar a estrutura do fio feito com a utilização de secador e chapinha. O processo de alisamento definitivo rompe as pontes de dissulfeto da queratina dando a forma lisa aos cabelos”, acrescenta a cientista.

Diante deste cenário, Dra. Jackeline recomenda que “o profissional aplicador deve avaliar o tipo de cabelo e após fazer a seleção do produto ideal para cada tipo, e por se tratar de um processo agressivo, devem ser feitos tratamentos de manutenção para fortalecimento dos mesmos. Assim, observa-se a importância do farmacêutico como profissional de saúde avaliando, alertando, criando e informando quanto às fórmulas a serem empregadas, bem como os cuidados pré e pós-procedimento e explanação sobre o prognóstico de riscos e benefícios de maneira simples e de fácil entendimento”, completa.

Capi
A autora

Capi

A Capi nasceu em 2020 no parque Barigui em uma família de capivaras, mas viu que o seu negócio mesmo não é caçar e nem procriar, é FOFOCAR. Teve sucesso muito cedo e agora, além de com  DJ oficial da RIC FM ela passa está sempre nas nossas redes sociais contando as maiores tretas dos famosos no quadro Capi Indelicada! Vem conhecer a Capi no @radioricfm no Instagram e no Facebook 😉

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