Gui Agustini, após galã em ‘Solteira Quase Surtando’, volta ao cinema nacional em ‘O Faixa Preta’ como agente do FBI

Gui Agustini, após galã em ‘Solteira Quase Surtando’, volta ao cinema nacional em ‘O Faixa Preta’ como agente do FBI

Apenas dois anos após o fatidico 11 de setembro, o lutador brasileiro Fernando Tererê foi preso nos Estados Unidos por suspeita de terrorismo. Um dos encarregados do caso é o agente Barry do FBI, papel que será interpretado por Gui Agustini no filme “O Faixa Preta”, dirigido por Caco Souza, contando a história real do pentacampeão mundial de Jiu Jitsu. Ator, cineasta e modelo, Gui dedicou sua infância e adolescência ao tênis até o momento em que foi competir na Venezuela, onde descobriu seu fascínio e paixão pela atuação.

Hoje, com séries de grande sucesso em todo o continente americano no currículo, criação de mais de 10 curtas-metragens, 3 deles premiados, diversas campanhas publicitárias, novelas, peças de teatro – sendo todos seus trabalhos fora do Brasil – Gui atuará no segundo Longa-metragem nacional de sua carreira, após estrelar “Solteira Quase Surtando” em 2020.

“Escrito por Rangel Neto, ‘O Faixa Preta’ é o roteiro mais impactante, fascinante e incrível que já li na vida. A experiência da leitura foi tão forte que fiquei obcecado por fazer parte desse projeto”, conta o ator.

Agente Barry em “O faixa preta”

Apresentado em meio a cenas fortes do filme, o personagem de Gui é parte do núcleo americano. “Uma parte da trama se passa nos Estados Unidos, onde Tererê é preso e levado a interrogatório pelo FBI”, conta o ator que apesar de brasileiro, mora há anos nos EUA.

O período vivido fora do país garantiu que o ator fosse a aposta perfeita para o papel no filme “O faixa preta”. “Depois da experiência única e marcante lendo esse roteiro, eu entrei imediatamente em contato com o Caco, que também me dirigiu em ‘Solteira Quase Surtando’ pra parabenizá-lo pelo novo filme e dizer que eu estaria disposto do que fosse pra fazer parte dele, e que com meu sotaque perfeitamente americano, eu poderia e queria demais interpretar um dos agentes do FBI.”

Gui Agustini interpretando Barry

Apaixonado pelo enredo de “O faixa preta” , poucos dias depois, o ator enviou três versões da cena do interrogatório e logo foi selecionado. “Tive que me vender porque veio do coração querer entrar nessa história”. Séries como ‘FBI’, ‘Homeland’ e ‘Quântico’ tornaram-se inspiração na hora de compor o personagem. “Quis aprender ao máximo o que é ser um agente do FBI. Comecei a estudar todo o processo necessário para me tornar um e assisti todos os vídeos possíveis. Porém essas informações serviram apenas como base, porque o personagem retratado na trama é uma versão que não se encontra em lugar nenhum por não ser a das mais positivas”, afirma.

Com algumas cenas de ação com o protagonista Raphael Logam, o entrosamento dos dois atores foi muito importante. “O Raphael é muito talentoso e humilde. Muitas risadas e muito bom humor nas gravações. Nossa parceria foi muito bacana”, lembra Gui, afirmando que o círculo de intimidade e confiança que eles criaram foi crucial para os momentos em que atuaram juntos. “Temos bastante contato físico, então o conversar e ensaiar os momentos de agressão, junto com nosso diretor, para que tudo fosse seguro, mas, ao mesmo tempo, em câmera, fosse o mais real possível, foi essencial”.

Cinema nacional e a pandemia:

Lançado na primeira semana da pandemia do COVID-19, Gui também está na comédia “Solteira Quase Surtando”, atualmente em cartaz no Telecine, e percebeu a diferença no cinema nacional pré e pós pandemia. “Tiro o meu chapéu para quem continua fazendo cinema. Com todos os cuidados necessários, é de extrema coragem seguir contando historias audiovisuais. Se antes já era algo complicado, agora então com os custos que só aumentaram pelos testes de COVID e todas as medidas de segurança, nem se fale. Mesmo sabendo que a audiência ainda será baixa em 2021, a galera continua contando na ativa”.

O “Solteira Quase Surtando” foi o primeiro filme do ator no Brasil e seu último trabalho visto por seu pai, vítima do Coronavírus. “Não me canso de repetir que esse trabalho sempre será muito especial pra mim, por ser meu primeiro longa nacional, um personagem de importância no enredo e por meu pai ter me visto na telona. É uma lembrança que carrego na alma e no coração”.

No filme, Miguel, um empresário espanhol de 40 anos, vem fazer negócios no Brasil, morando alguns meses no Rio de Janeiro. Charmoso e bem-sucedido, o empresário conhece a protagonista Bia (Mina Nercessian), uma carioca que precisa encontrar o homem perfeito para se casar e ter filhos. O romance então começa. “É uma comédia leve e descontraída com seus momentos dramáticos, então se espera uma mistura de emoções. É uma forma de aliviar e esquecer um pouco toda essa crise que seguimos vivendo”, revela. Disponível também no iTunes, Google Play, Net Now, Vivo Play, Sky e Claro Vídeo.

Multitarefas

Além de atuar, Gui também dirige e produz. Destaca como um dos pontos altos de sua carreira seu curta-metragem “Roses Are Blind”, com 10 prêmios em 21 festivais de cinema, e que será convertido em seu primeiro longa-metragem, e também “Coming To Terms”, que fez parte do Film Corner no Festival de Cannes, Manhattan Film Festival e Orlando Film Festival, baseado no falecimento de seu irmão por câncer. Já são 7 anos criando seus próprios curtas com recursos próprios e de amigos, sendo o seu último curta, “Southern Hospitality”, gravado em Nova York no fim de 2019. No total, foram 10 curtas criados pelo cineasta, com 3 participando de festivais americanos e internacionais.

Antes dos complexos acontecimentos de 2020, Gui e seu pai estavam criando um roteiro juntos que segundo o artista, segue em criação em memória do pai. “Ele está sendo escrito com a parceria que fizemos com os cineastas e amigos, Meire Fernandes e Neto Manuel”, conta. A história é baseada na ex-namorada do irmão maior de Agustini e seu próprio irmão (que será interpretado por Gui), mas que não será uma autobiografia, apenas a base verídica para a dramatização. “Esse é o meu projeto principal e de maior paixão, hoje. Tenho como objetivo ter um roteiro final, e adaptado para o inglês, até o fim do ano”, revela. A pré-produção está prevista para iniciar em 2022.

Das quadras de tênis para a carreira de ator:

Gui relembra que o foco nas quadras de tênis foi fundamental para a sua disciplina nas artes, e conta: “O tênis me disciplinou muito e criou minha base de esforço e dedicação que considero minha principal fortaleza. E isso somente desenvolvi graças ao apoio incondicional dos meus pais.”

Um ano após terminar o ensino médio no Brasil, Gui optou por jogar o circuito profissional de tênis em vez de ir para a faculdade, e aí começa a sua história com a Venezuela, onde, a princípio, foi por 3 meses para participar de alguns torneios, porém acabou ficando por quase 2 anos treinando com um mestre do esporte, Harold Castillo, quem ele considera como um segundo pai. Sua melhor fase no esporte também o levou a sua melhor forma física na época, que o garantiu convites para campanhas publicitárias e modelagem. “Fui à agência Niñitos e eles gostaram da minha aparência latina diferente do que eles estavam acostumados e do meu físico. Foi assim que começou a minha trajetória na indústria de fotos e modelagem. Eu somente tinha que aparecer nos castings, sorrir e pousar para as fotos. Foram me selecionando e me pagando então eu gostei e comecei a conciliar meus trabalhos com meus treinos”, relembra dando risada.

O caminho do novo modelo começou a mudar quando a agência o enviou para um casting da rede Subway, onde pela primeira vez, precisaria atuar. Sem experiência nenhuma na área, Gui narra: “Foi um desastre. Mas eu sabia que era com os comerciais que se ganhava muito mais dinheiro. Então voltei pra minha agência no mesmo dia e pedi uma recomendação de uma escola de atuação. Foi aí que tudo começou a mudar pra mim”, e como um competidor nato, o tenista mergulhou na preparação para tornar-se um ator. Iniciando no ‘Gimnasio de Atores’ de Matilda Coral, sua primeira experiência somente observando a aula e logo fazendo os primeiros exercícios, o fizeram se apaixonar pela arte.

“Era um desafio muito grande e diferente para mim, e o medo estava muito presente, mas acho que isso me motivou ainda mais. Criar a coragem de superar o medo.” Depois de 2 meses conciliando treinos, jogos e o estudo de atuação, o levaram ao ‘Teatro Luz Columba’, famosa escola de atuação venezuelana, onde somente esteve por 2 meses devido à bolsa de estudo que conseguiu como tenista nos EUA. Então foi assim que deixou a Venezuela e foi para a Carolina do Sul, onde iniciaria sua dedicação aos estudos da arte. Ele apenas ficou um ano antes de se mudar para Miami, Flórida, deixar o tênis e se dedicar completamente à atuação.

Brasileiríssimo:

Nascido e criado em Campinas, mas filho de mãe argentina e pai peruano, o ator diz que se sente 100% brasileiro. “Eu curto demais a alegria do povo brasileiro e a nossa maneira extrovertida de ser, no geral. E também sempre fui muito influenciado pelo esporte e a música brasileira”, conta. Apesar da paixão pelo país, Gui não planeja voltar a morar em solo tupiniquim. “Não penso em voltar a morar definitivamente no Brasil neste momento, disso tenho certeza. Me mudei recentemente para Los Angeles que era um sonho meu há mais de 8 anos, então quero viver essa experiência e fazer muitos projetos na terra das séries e cinema”, completa.

Entretanto, trabalhos nacionais se tornaram uma possibilidade cada vez mais real. “Pela primeira vez desde que deixei o Brasil, estou com vontade de ficar mais tempo e poder participar de mais projetos nacionais, tanto na TV como no cinema. Por exemplo, entrar na fenomenal novela ”Gênesis” da Record seria incrível, ou é claro, alguma oportunidade no canal que cresci vendo, a Globo. Além das fantásticas séries e minisséries brasileiras. O desejo e a vontade são enormes, mas a expectativa é baixa. Neste 2021, estou colocando em cheque minhas expectativas. Quero viver sem elas. A pandemia segue aí e as oportunidades são escassas. Então se rolar, maravilha. Se não, ótimo. Vida que segue”, finaliza.

Capi
A autora

Capi

A Capi nasceu em 2020 no parque Barigui em uma família de capivaras, mas viu que o seu negócio mesmo não é caçar e nem procriar, é FOFOCAR. Teve sucesso muito cedo e agora, além de com  DJ oficial da RIC FM ela passa está sempre nas nossas redes sociais contando as maiores tretas dos famosos no quadro Capi Indelicada! Vem conhecer a Capi no @radioricfm no Instagram e no Facebook 😉

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