Endometriose atinge cerca de 10% das mulheres brasileiras

Endometriose atinge cerca de 10% das mulheres brasileiras

A endometriose é uma das condições ginecológicas mais comuns. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), cerca de 10% da população feminina brasileira sofre com os sintomas da doença. Pessoas com endometriose requerem cuidados especiais, porém, muitas vezes, o diagnóstico é feito de forma tardia, o que pode prejudicar a qualidade de vida das pacientes com essa condição.

A endometriose é uma doença causada pela presença de um tecido chamado endométrio fora da cavidade uterina. O endométrio é um tecido de glândulas que reveste a cavidade uterina por dentro, e que cresce todo mês, estimulado pelo estrogênio produzido pelos ovários para formar um “ninho” para receber um ovo fecundado. Se não há fecundação, os ovários passam a produzir progesterona que é responsável pela atrofia e desabamento desse tecido de glândulas, que é a menstruação que a mulher tem todos os meses.

O útero é uma cavidade com três pontos de saída para a menstruação, sendo a principal delas, o orifício do colo uterino na vagina, que exterioriza a maior parte do fluxo menstrual. Porém, existem mais dois pontos de saída para menstruação: os orifícios das tubas uterinas, que também permitem a saída de fluxo menstrual, mas para dentro da cavidade abdominal. Na maioria das mulheres, essa pequena quantidade de menstruação que cai na cavidade abdominal, é rapidamente neutralizada e destruída pelas células de defesa do peritônio, tecido de revestimento da cavidade abdominal.

Em algumas pacientes, por um déficit da ação dessas células de defesa, esse tecido endometrial não é destruído, se implanta no peritônio e passa a responder mensalmente aos estímulos dos hormônios produzidos pelos ovários. Sendo assim, mensalmente, esse tecido endometrial cresce na primeira fase do ciclo e sangra na segunda fase. O sangue é um potente fator de irritação e inflamação do peritônio, além de um importante fator causador de aderências, devido aos fatores de coagulação. “Toda essa sequência de acontecimentos causa dor, inflamação pélvica e é um processo progressivo que piora com o passar do tempo”, explica o médico ginecologista Dr. Alexandre Silva e Silva . “Essa é apenas uma teoria dentre outras que tentam esclarecer o surgimento da doença que causa tanto sofrimento às mulheres por ela acometidas”.

Os principais sintomas são caracterizados por dores fortes no período menstrual, dores abdominais e pélvicas, podendo também apresentar dores durante as relações sexuais, principalmente de profundidade, quando o pênis toca o fundo da vagina, o que pode sugerir nódulos de endometriose infiltrando a parede da vagina. Dores e sangramento ao urinar, dores e sangramento ao evacuar, relacionadas ao período menstrual, podem ser sintomas da doença mais profunda e infiltrativa na bexiga e no reto.

“Infelizmente ainda não é possível garantir a cura, mas a grande maioria dos casos tratados por profissionais com experiência cirúrgica e entendimento da doença, apresentam excelentes resultados para as pacientes”, explica o Dr. Alexandre Silva e Silva.

De acordo com ele, receber o diagnóstico de endometriose pode ser desanimador, visto que o distúrbio pode ser responsável por casos de infertilidade e dificuldades para engravidar. “Eu sei o quanto esta doença pode atrapalhar a vida e os planos de uma mulher e de sua família. Mas não é preciso perder todas as esperanças, pois o diagnóstico não é nenhuma sentença”, aconselha.

Existem diversas formas de tratar a endometriose como a utilização de hormônios, a realização da cirurgia ou a associação de ambos os tratamentos. A cirurgia minimamente invasiva, laparoscópica ou robótica, é a via de escolha para o tratamento cirúrgico da endometriose.

Porém, o Dr. Alexandre alerta que cada caso deve ser avaliado individualmente por um profissional treinado e habituado ao tratamento da doença. “O tratamento personalizado e conduzido de maneira adequada não só pode devolver a qualidade de vida a essas mulheres como pode, também, trazer de volta o sonho da maternidade”.

Por isso, o médico defende que é muito importante que as mulheres estejam atentas aos sintomas dolorosos relacionados com a menstruação e que ao perceberem um aumento da intensidade das “cólicas menstruais”, procurem por atendimento médico ginecológico, pois a doença é mais facilmente tratada em seus estágios iniciais. “Quando descoberta no início, o controle e tratamento são mais eficientes, menos trabalhosos e invasivos”, afirma.

Capi
A autora

Capi

A Capi nasceu em 2020 no parque Barigui em uma família de capivaras, mas viu que o seu negócio mesmo não é caçar e nem procriar, é FOFOCAR. Teve sucesso muito cedo e agora, além de com  DJ oficial da RIC FM ela passa está sempre nas nossas redes sociais contando as maiores tretas dos famosos no quadro Capi Indelicada! Vem conhecer a Capi no @radioricfm no Instagram e no Facebook 😉

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