Cientista cria terapia personalizada para tratar transtorno de personalidade

Cientista cria terapia personalizada para tratar transtorno de personalidade

Fatores sociais, hábitos do cotidiano, uso exacerbado de aparelhos tecnológicos, estresse, conflitos pessoais, além, é claro, de fatores genéticos, podem alterar o funcionamento do cérebro. Apesar de estar sempre em mudança e em busca de adaptações, os transtornos de personalidade que afetam diretamente esse órgão, como o narcisista e o histriônico, eram vistos pela ciência apenas como  patológicos inatos, ou seja, nasciam com a pessoa. Porém, um estudo recente do PhD, neurocientista, psicanalista e biólogo Fabiano de Abreu questionou a tese e comprovou que, assim como outros transtornos de personalidade, tais distúrbios podem ser decorrentes de fatores adquiridos, inclusive na fase adulta.

“O transtorno de  personalidade pode ser natural ou patológico, levando a outras vertentes que prejudicam a saúde mental, bem como a expressão comportamental em sociedade. O estudo, feito por mim e pela psicóloga e neuropsicóloga Roselene Espírito Santo Wagner, mapeou esses comportamentos e os neurotransmissores relacionados a cada um deles, criando assim, um tipo de terapia personalizada e baseada no perfil bioquímico do paciente”, detalha Abreu.

De acordo com estudo Neuropersonalidade e neuroterapia – Descrição anatômica da personalidade para processo terapêutico foi recentemente revisado e aprovado pelo comitê científico da Frontiers(Suíça) e também na revista científica International Journal of Multidisciplinary and Current Educational Research (IJMCER), onde foi publicado,  “os neurotransmissores são mensageiros químicos que podem transmitir, estimular e equilibrar os sinais entre os neurônios ou outras células do corpo” e “esses bilhões de mensageiros químicos podem afetar uma variedade de funções físicas e psicológicas como frequência cardíaca, apetite, sono, medo, emoções respiração, aprendizagem, concentração entre outras diversas funções.”

A partir de conhecimentos prévios e de relatos de pacientes, foi criada a chamada neuroterapia, ou seja, um tratamento personalizado com o determinante bioquímico, ou seja, os neurotransmissores específicos à cada personalidade. 

“Convidei a Roselene, pois precisava de laudos de pacientes reais, com os transtornos, e de aplicar a terapia criada por mim com a ajuda dela para obtermos os resultados desta pesquisa”, afirma Fabiano de Abreu. “Este estudo foi através do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH) com a participação da Logos University International, UniLogos, avaliação de Henry Oh, Chefe do Departamento de Saúde da Universidade Estadual de Idaho, ambos nos Estados Unidos e do grupo Faculdades do Ecossistema Brasília Educacional”, complementa.


Ainda segundo a pesquisa, todos os neurotransmissores estão envolvidos em processos que resultam na personalidade. A rede neural é conectada e o mau funcionamento de um neurotransmissor pode acarretar mau funcionamento de outros. 

“Comprovamos o que já havia sido previamente revelado pela neuroplasticidade, onde novas conexões são formadas, aumentando a região da massa cinzenta e fortalecendo as conexões neuronais”, afirma.

Neuroterapia

A teoria da neuroterapia foi criada com o determinante bioquímico, ou seja, com foco nos neurotransmissores específicos à personalidade, já que está relacionada aos agentes bioquímicos que conduzem todo o funcionamento para todos os processos relacionados ao comportamento. 

“A neuropersonalidade é uma neuroanatomia da construção da subjetividade, como identidade; e a neuroterapia um processo terapêutico que visa uma melhor eficácia trabalhando diretamente na razão, no foco ou nas nascentes originárias que resultam em síndromes, transtornos ou doenças”, explica o pesquisador. “Porém, há obstáculos para o tratamento de transtornos com vínculo narcisista pela falta da consciência do paciente. Assim como a permanência da razão abstrata, a construção de uma realidade paralela e ficcional por parte de pacientes acometidos por Transtornos de Personalidade”, aponta.

Deste modo,  segundo o pesquisador, o tratamento direcionado aos traços característicos destas personalidades e aos neurotransmissores específicos pode, junto a assertividade dos processos terapêuticos, trazer uma eficácia em um período menor, simplificando o tratamento.  

“Principalmente quando levamos em conta o fator ansiedade, que contribui para a falta de colaboração do paciente, como também pelo fato de pessoas com transtornos necessitarem de uma visão clara do resultado para não haver uma desistência do tratamento”, garante. “O tipo de manejo com protocolo determinado para cada tipo de transtorno garante o engajamento do paciente, assegurando com isso o sucesso do método Neuroterapia”, finaliza.

Capi
A autora

Capi

A Capi nasceu em 2020 no parque Barigui em uma família de capivaras, mas viu que o seu negócio mesmo não é caçar e nem procriar, é FOFOCAR. Teve sucesso muito cedo e agora, além de com  DJ oficial da RIC FM ela passa está sempre nas nossas redes sociais contando as maiores tretas dos famosos no quadro Capi Indelicada! Vem conhecer a Capi no @radioricfm no Instagram e no Facebook 😉

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