Bolsas para jornalistas: webinar do ICFJ ensina a navegar nos editais

Bolsas para jornalistas: webinar do ICFJ ensina a navegar nos editais

As muitas bolsas para jornalistas oferecidas por instituições internacionais e o financiamento para projetos especiais de jornalismo são uma grande chance para viabilizar o curso ou ideia dos sonhos e ganhar visibilidade profissional fora das fronteiras do país. O MediaTalks tem noticiado várias oportunidades abertas a brasileiros, promovidas por organizações não-governamentais e empresas. 

Em duas delas, o prazo final é hoje (15/4). O programa de bolsas para jornalistas realizado pelo Rainforest Journalism Fund, uma inicativa do Pulitzer Center, vai financiar reportagens na Amazônia, que podem ser feitas remotamente devido às restrições para viagem e acesso.  E o ICJF (International Center for Journalists) está selecionando 50 projetos de mídia digital na América Latina, que receberão financiamento e mentoria para serem executados. 

Mesmo que não dê mais tempo para aproveitar esses, vale a pena acompanhar as oportunidades que ainda virão, incluindo várias para a área de fotografia, com quatro concursos no mês de abril para amadores e profissionais.

Mas como navegar no labirinto dos editais? Por onde começar para ser o escolhido entre tantos candidatos disputando poucas vagas ou verbas limitadas?

Esse foi o tema de um dos seminários online promovidos pelo ICFJ  como parte do Fórum de Reportagem sobre a crise global de saúde. E quem deu a dica foram brasileiros. 

O encontro foi mediado por Daniel Dieb, do ICJF, que conversou com a diretora de divulgação científica do Instituto Serrapilheira, Natasha Felizi, e com Carolina Oms, diretora institucional e de captação da AzMina. 

Elas falaram sobre os critérios a serem respeitados e sobre erros mais comuns na hora de tentar uma bolsa para jornalistas ou recursos a serem investidos em projetos especiais. 

Para pessoas físicas, as melhores oportunidades estão nos fellowships, as bolsas para jornalistas. Os financiamentos destinados a organizações podem ser considerados por quem não faz parte de uma empresa ou instituição, mas Carolina Oms alertou para as dificuldades de se formalizar somente para concorrer, lembrando que  “ter uma organização é um perrengue grande”. 

Formato semelhante 

Carolina observou que a maioria dos editais são semelhantes. “A formulação muda, mas há perguntas básicas. Ao fazer a defesa diretamente com o financiador, ele vai perguntar as mesmas coisas”. 

Segundo ela, os editais costumam ser didáticos, ensinando quem nunca fez um projeto o que é preciso apresentar para quem está disposto a financiá-lo. Ela listou a estrutura básica que a maioria dos editais e financiadores costuma pedir:

  • Quem é você e qual é a sua organização: como ela se qualifica para fazer o trabalhao
  • Resumo do projeto: deve ser básico, pequeno. Apenas para a pessoa ver se tem a ver
  • Justificativa: por que este projeto importa para o mundo, o que vai trazer de contribuição
  • Atividades do projeto: cronograma detalhado de como você vai realizar o projeto
  • Métricas e medição de impacto: O objetivo é observar o sucesso do seu projeto, o que gerou e o que atingiu
  • Orçamento: De preferência crie uma planilha de Excel
Como evitar erros

As instituições não informam porque o seu projeto não foi aprovado, caso haja algum erro no preenchimento do edital. E os formatos, critérios e exigências variam muito de instituição para instituição e devem ser seguidos à risca.

Natasha Felizi, do Instituto Serrapilheira, disse que depois de receber mais de duas mil propostas ao longo de três anos, detectou que o erro mais comum entre os que submetem projetos é ser muito genérico, sem falar como e para que público o projeto se destina.

Capi
A autora

Capi

A Capi nasceu em 2020 no parque Barigui em uma família de capivaras, mas viu que o seu negócio mesmo não é caçar e nem procriar, é FOFOCAR. Teve sucesso muito cedo e agora, além de com  DJ oficial da RIC FM ela passa está sempre nas nossas redes sociais contando as maiores tretas dos famosos no quadro Capi Indelicada! Vem conhecer a Capi no @radioricfm no Instagram e no Facebook 😉

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