A mentira que você conta nas redes sociais afeta a sua saúde mental

A mentira que você conta nas redes sociais afeta a sua saúde mental

Apesar de muita gente não concordar com tal afirmação, o mundo real é muito diferente do virtual. Afinal, cada vez mais as pessoas estão se conectando às redes sociais para expor suas vidas, mas isso pode trazer sérios problemas mentais. Afinal, como diria aquele velho ditado, a mentira (principalmente na web) tem perna curta.

“Nenhuma mentira suplanta a nossa verdade interior. Por mais que desejemos mostrar uma felicidade nas redes sociais, se ela não existe, acabamos mergulhados em uma sensação de insatisfação que nos adoece. A autenticidade nos garante momentos de felicidade, mesmo que as coisas não estejam exatamente como a gente gostaria que estivessem, o nosso ser autêntico consegue ser feliz com o que tem”. Essa é a definição apresentada pelo PhD, neurocientista, neuropsicólogo e biólogo Fabiano de Abreu.  Porém, ele entende que ao mesmo tempo, as máscaras sociais, em muitos momentos, são importantes e se fazem necessárias: “Ninguém suportaria nossa verdade absoluta, nossa sinceridade massacrante, se assim fosse, nos tornaríamos “sincericidas ou sincerinatas”. Essa atitude nos levaria à solidão”, acrescenta.

Para se adequar à rede social, a pessoa acaba criando mentiras diversas, pois no fundo o que ela mais busca é uma forma de ser bem vinda e por que não, bem quista naquela comunidade onde está inserida. Para Fabiano, “Saber exatamente como agir e se apresentar em cada ambiente nos garante participar do enredo do dia a dia, sem temer a exclusão social, o cancelamento, que nos remete ao desamparo, a desimportância, a desesperança que se desdobra em depressão e isolamento”.

Aí que está um grande problema. Segundo o neurocientista, “fingir o tempo todo nos faz sentir uma fraude e acabamos nos perdendo de quem realmente somos. As redes sociais são apenas um recorte, um momento de aparição do mundo digital para o mundo real. Quando nos expressamos nas redes temos a sensação de que somos eternos, pois tudo o que postamos continuará ali, a não ser que as excluamos manualmente de lá”. Nesse sentido, Abreu lembra que esse sentimento de eternidade “é uma grande ilusão, na verdade, nos eternizamos em momentos reais, vividos com pessoas igualmente físicas, concretas, e que vivem a nossa verdade de fato”.

É justamente isso que adoece tanto as pessoas: “o fato de parecer sem ser! E mesmo que nos sintamos verdadeiramente assim em nossa vida real, a vida, infelizmente, não é só isso, devemos demonstrar compaixão por quem sofre, ajudar quem precisa, principalmente, quando tudo vai bem em nossas vidas”, detalha o neurocientista. “Quando tentamos nos igualar, seguir padrões pré-estabelecidos e nos forçamos a segui-los, mesmo que não nos encaixemos neles, acabamos como papagaios, ou seja, só repetimos o que já existe. Ao nos mover assim pela vida, adoecemos mentalmente, pois estamos fugindo da nossa essência, daquilo que somos de verdade e nos forçando a ser aquilo que achamos que é melhor do que nós mesmos”, completa.

Capi
A autora

Capi

A Capi nasceu em 2020 no parque Barigui em uma família de capivaras, mas viu que o seu negócio mesmo não é caçar e nem procriar, é FOFOCAR. Teve sucesso muito cedo e agora, além de com  DJ oficial da RIC FM ela passa está sempre nas nossas redes sociais contando as maiores tretas dos famosos no quadro Capi Indelicada! Vem conhecer a Capi no @radioricfm no Instagram e no Facebook 😉

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